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  • Como os militares recuperaram um protagonismo no Poder

    "A introdução de militares em assuntos civis [no poder] pode gerar uma ideologização da instituição. É motivo de preocupação — de muita preocupação — quando a instituição que é responsável pelo monopólio da força torna-se partidária, ou se vê como parte ativa do governo e da gestão doméstica." Segundo o levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), há atualmente na gestão de Bolsonaro 6.157 militares ocupando cargos no Poder Executivo. O levantamento foi realizado em junho, e seu propósito era corroborar a percepção geral de que haveria uma militarização dentro dos cargos executivos, o que foi comprovado. O aumento é expressivo comparado com os números da gestão anterior, de Michel Temer, que apenas contava com a contribuição de 2.765 militares. Assim, percebemos uma volta dos militares dentro do jogo de poder político, com a instituição cada vez mais atrelada a assuntos civis. Escrito por Ana Botner Leia aqui: Inimiga da Rainha LavraPalavra

  • Anarco-Transcriação

    Quem lê, já leu uma tradução. Anarco-Transcriação é uma análise politica desse processo. Mesmo que o texto não seja uma tradução, ele possivelmente alude a uma. Quem não lê, já foi exposto a uma ideia que foi traduzida, seja ela na 'Sessão da Tarde', na reza ou no nome da companhia para qual alguém trabalha. Esse livro é, portanto, não só para pessoas que traduzem, ele é para qualquer pessoa que tem interesse em saber como ideias e pensamentos são compartilhados pelo mundo. Escrito por Mirna Wabi-Sabi Edição atual da revista Lucía v. 1 n. 1 (2021) Issn 2763-521X lançamento 08/03/2021 Leia sobre Anarco-Transcriação online na Tenda de Livros ou impresso aqui.

  • A morte de Frantz Fanon e a periferia global americana em constante expansão

    Poucas coisas pintam uma imagem mais nítida da natureza insidiosa do Imperialismo Americano do que a abordagem da CIA em relação às guerras anticoloniais africanas dos anos 50 e 60. Durante esse período, o movimento dos Direitos Civis, a Guerra Fria e a erupção dos movimentos de independência em toda a África alcançaram uma simbiose robusta. Embora nunca tenha faltado à luta contra os colonizadores “justificativa filosófica e liderança”, o FBI acusou revolucionários negros nos EUA de “os citarem erroneamente” e de “inflacioná-los em dimensões exageradas” (p.988*). Frantz Fanon não só se tornou essa liderança, mas também forneceu uma justificação filosófica que foi fortemente influenciada por Hegel e, portanto, pela sua descendência preeminente – Marx. Nessa conjuntura de meados do século XX, como é que Fanon – um filósofo anticapitalista latino-americano, psiquiatra e combatente da Frente de Libertação Nacional da Argélia – morreu aos 36 anos às mãos da CIA em Maryland? Escrito por Mirna Wabi-Sabi Leia esse artigo sobre Frantz Fanon em inglês no link: Abeautifulresistance.org

  • Enclosure & The Body: An Interview With Silvia Federici

    A versão em português dessa entrevista está na mini coletânea MATA das bruxas. Silvia Federici explains what function the witch hunts served in Europe during the medieval era, far beyond the superficial understandings we often have of it. This phenomenon in which primarily women—mostly poor women—were targeted, tortured, and publicly executed paved the way for the rise of the world-eating socioeconomic order. During the witch hunts, tens of thousands, potentially hundreds of thousands, of women were killed, and this event is rarely given the attention it really deserves. Written by Patrick Farnsworth, an interview with Silvia Federici Read it at Abeautifulresistance.org

  • COVID no Brasil: Entre A Vida E A Morte

    “As fotos desse trabalho jornalistico documental tem como objetivo maior mostrar a realidade das UTIs, a vida das pessoas nas favelas, a luta para combater o inimigo invisível — o COVID no Brasil —, os sepultamentos, a tragédia desse governo genocida, o sofrimento da população das favelas, o cotidiano que a pandemia não conseguiu mudar.” (Fabio Teixeira) Cemitério do Cajú, Rio de Janeiro. Abril 2021. Hospital Municipal São José, unidade de Duque de Caxias, dedicada exclusivamente a pacientes com coronavírus. Abril 2021. O toque de recolher sempre fez parte da vida nas favelas do Rio. Muito antes da pandemia, aparecer em público inevitavelmente significava um perigo iminente. Disputas entre facções criminosas/políticas e o uso generalizado de artilharia militar representam uma ameaça flagrante à vida e à integridade física de residentes. O som de tiro, carros da polícia, gritos, sangue e corpos nas ruas inescrupulosamente atentam a população da punição que vem abraçada com a desobediência às ordens de ficar em casa. A ameaça iminente à vida representada pelo COVID-19, no entanto, não é tão flagrante. O vírus é invisível, silencioso e mata atrás de portas fechadas em unidades hospitalares afastadas. Nesta série fotojornalística, Fabio Teixeira expõe visualmente a presença avassaladora dessas entidades microscópicas e suas esmagadoras repercussões materiais. “Tudo segue funcionando normalmente nas favelas”, diz Neila Marinho, jornalista e assessora de comunicação da Voz das Comunidades. Historicamente, “O toque recolher seria uma imposição do tráfico local para que se obedeça normas.” Mas hoje não há distanciamento social, apenas “negligência dos governos, que visaram mais a oportunidade de corrupção sem se importar com as vidas das pessoas.” No ano passado, o governador do Rio de Janeiro, Witzel, foi acusado de realizar aquisições fraudulentas de recursos de saúde contra COVID-19, e de apropriação indébita de fundos de emergência. Enquanto situações semelhantes ocorreram em outras regiões do país, como em Santa Catarina, Pará e Amazonas, o Rio continua sendo o epicentro da violência policial e da milícia de mão-de-ferro no país. Não só dinheiro é roubado do povo, ele é investido na manutenção de um sistema terrorista cujo alvo são as maiores comunidades marginalizadas. O fundador da Voz das Comunidades, Rene Silva, relatou no fim de abril que casas foram arrombadas pela polícia no Complexo do Alemão. Assim como há poucos dias, durante fogos cruzados entre a Polícia Militar e facções criminosas em comunidades por todo o Rio, 9 pessoas foram mortas em menos de 12 horas. E mais recentemente, no dia 6 de maio, uma operação no Jacarezinho matou quase 30 pessoas e fechou 3 postos de vacinação. Como fotógrafo e morador da Maré, Fabio descreve essas operações policiais, que obrigam as pessoas nas favelas a ficarem em casa com medo de serem baleadas, como um sério obstáculo para mantê-las protegidas do coronavírus. Essa faca de dois gumes é a escolha de sair para comer e se vacinar sob o risco de ser pego no fogo cruzado. Quaisquer que sejam as regras impostas pelo Estado ou pelos poderes paralelos do crime organizado, elas parecem significar um desprezo flagrante pela vida de pessoas marginalizadas. Pessoas marginalizadas, no entanto, fazem o que podem para resolver as coisas por conta própria, apesar dos obstáculos colocados por este sistema injusto. Há um ano, Thiago Firmino, da favela Dona Marta, sustenta a iniciativa de higienizar as ruas de sua comunidade, e passou a distribuir cestas básicas e produtos de higiene doméstico também. Numa entrevista de um ano atrás, ele explica que: "A favela não precisa ficar esperando o governo. Porque o governo vai esperar morrer muita gente nas favelas para depois começar a agir. Então a gente vai começar antes a fazer o preventivo. A gente não tem apoio nenhum do governo, de nenhuma empresa, e a gente está fazendo por conta própria, pedindo doações para os amigos e colaboradores para a gente continuar com essa ideia." Hoje, o trabalho deste grupo na Dona Marta é tão necessário quanto era há um ano, senão mais. Na última semana de abril, eles recolheram milhares de máscaras e doações de alimentos nos postos de vacinação, a ainda mantém as ruas da comunidade limpas para pedestres. Vendedores ambulantes, muitos dos quais vivem em favelas e comunidades, estão particularmente expostos aos perigos representados pela pandemia e pelo Estado. Em Niterói, a Associação do Ambulante (Acanit) tem dificuldade de superar o obstáculo da negligência governamental — enquanto lojas começaram a reabrir, ambulantes continuam sofrendo repressão policial sempre que tentam voltar ao trabalho. O presidente da associação, Fábio Luiz, escreveu: "[N]os sentimos injustiçados pela prefeitura em seu último decreto reabrindo estabelecimentos que atuam em locais fechados como shopping, teatros, cinemas, centros comerciais, e comércio de rua e proibiu os ambulantes que trabalham de forma individual, atendendo um cliente por vez ao ar livre. [N]ão somos contra abertura dos demais comércio nem contra o fechamento do comércio caso necessário para preservar vidas, mas somos contra abertura do "comércio de rua" sem nos incluir, pois também somos comércio de rua, e temos nossas dificuldades também. Não entendemos por que a prefeitura não nos incluiu na fase laranja junto com os demais comércio de rua, parece discriminação ou política de privilégio para um setor econômico em detrimento de outro a fim de reduzir a concorrência para os beneficiados no último decreto." Segundo Fabio Teixeira, a guerra às drogas é uma “doença crônica ridícula”, responsável por tornar a vida de trabalhadores num pesadelo — dentro e fora de casa. Acreditar que essas medidas de controle governamentais, decretos e operações policiais, têm o melhor interesse do povo como objetivo é uma armadilha na qual não devemos cair. A miséria só será exacerbada pela pandemia no Brasil, enquanto a violência policial não faz nada para mitigar os males sociais associados à indústria do tráfico de drogas nas comunidades marginalizadas do Rio. O vírus será contido — mas será que o mesmo acontecerá com a bala? [COVID NO BRASIL] _______ PLATAFORMA9 é um coletivo de mídia e editora de livros — com sede em Niterói — que publica artigos, traduz, oferece cursos de alfabetização midiática e publica livros de bolso bilíngues. MIRNA WABI-SABI é escritora, teórica política, professora e tradutora. Ela é editora na Gods and Radicals Press e editora-chefe da Plataforma9. FABIO TEIXEIRA é fotojornalista e documentarista no Rio de Janeiro. Já trabalhou para The Guardian, Folha de São Paulo, Cruz Vermelha internacional, UNICEF, entre outros.

  • Sob a bandeira do progresso: a maior operação de extração ilegal de madeira do Brasil

    Em 2015, o Brasil “produziu” 136 milhões de metros cúbicos de toras, no valor de cerca de 250 milhões de dólares. [Extração ilegal de madeira] No Brasil, wood e timber são a mesma palavra: madeira. Não há distinção entre o material e como o material é utilizado — não especificamos sua utilidade em sua definição. A madeira é, no entanto, utilizada com frequência em todo o mundo. Para quem não sabe, o Brasil é o único país com o nome de uma árvore. A importância dessa árvore, a pau-brasil, é destacada pela função de sua madeira, portanto, por sua importância econômica. O tronco é vermelho, a seiva é vermelha; de certa forma, ela sangra. Por Mirna Wabi-Sabi Leia esse artigo sobre extração ilegal de madeira no Brasil, em inglês, na Abeautifulresistance.org

  • “Selvageria” na Guatemala vem da política externa dos EUA e não da civilização Maia

    O discurso “não venha” de Kamala Harris comunicou ao povo guatemalteco, descendentes da civilização Maia, a não sair correndo de um prédio que o governo dos EUA tem incendiado. Se o governo Biden realmente deseja ajudar o povo guatemalteco em sua luta contra a corrupção e por melhores padrões de vida, ele se comprometerá a fazer mudanças em sua própria casa. Escrito por Mirna Wabi-Sabi Leia na Le Monde Diplomatique

  • O investimento em transporte público que agrava a desigualdade

    "O “Bus rapid transit” (BRT) do Rio de Janeiro é um exemplo claro de como o financiamento de projetos de transporte público não tem o bem-estar da população pobre em mente — mesmo quando executado legalmente." Afirmar que o investimento em transporte público vai contra os interesses dos trabalhadores de baixa renda é contra intuitivo. Espera-se que quanto mais alta a renda de uma pessoa, menor a probabilidade que essa pessoa dependa de ônibus para se locomover. Portanto, se dinheiro for gasto para fazer melhorias neste departamento, naturalmente esperamos que os interesses e o bem-estar dos usuários seja a prioridade. E, por conta dessa expectativa, sempre que ônibus são vandalizados durante um protesto, muitos enxergam essa destruição como um símbolo de ingratidão, ou um tiro no pé. Porém, será que o investimento em transporte público pode, na prática, trazer desvantagens para a população trabalhadora de menor renda? Escrito por Mirna Wabi-Sabi Fotos por Fabio Teixeira Leia na Le Monde Diplomatique

  • Feminismo como islamofobia velada domina o debate sobre o Afeganistão

    Islamofobia: O mundo cristão está longe de ser imune à violência de gênero. E se olharmos bem de perto, encontraremos muitos casos de violência contra as mulheres no Ocidente que raramente são contextualizados em torno da religião. Esta história de violência de gênero não é uma história do Oriente Médio, é a nossa história. Escrito por Mirna Wabi-Sabi Leia na Le Monde Diplomatique

  • Como o Design entrega respostas paradoxais ao capitalismo

    A crise tríplice que vivemos no momento — financeira, sanitária e climática — revela o caráter paradoxal do discurso capitalista e de sua ideia original de “progresso” e “crescimento” no design. Como relembra o livro “Design, Método e Industrialismo”, a união do Design com meio empresarial foi uma aposta da década de 1950/60, muito marcada pelo pensamento desenvolvimentista do pós-guerra. Não havia nenhuma garantia de que apostar nessa aliança era o caminho ideal para o “progresso”, tampouco havia uma preocupação com o meio-ambiente, pois na visão dominante da época, a natureza seria um recurso infinito e controlável. Escrito por Isabel Elia Leia na LavraPalavra.com

  • Conspirituality: João de Deus (w/ Lisa Braun Dubbels and Mirna Wabi-Sabi)

    Show Notes: a podcast with Lisa Braun Dubbels and Mirna Wabi-Sabi Whatever one’s conception of “God” is, “John of God” should now be a nauseating name. For decades, João Teixeira de Faria pretended to heal an endless stream of pilgrims to his center in rural central Brazil through the Spiritist practice of “psychic surgery.” In reality, the miracle healing claims worked to cover up an obvious truth. João was sexually assaulting and raping women, in public and in private, likely every day of his “working” life. As he did so, he amassed a vast fortune in affiliate businesses, farming operations, real estate, referral rackets, and sales of crystals and fake remedies. In this episode, we won’t retell this history, now poignantly captured by a new Brazilian-made documentary on Netflix. Instead, we’ll look at how lazy and motivated journalism shook hands with the entrepreneurial New Age to validate and accelerate the absurd claims of a monster. In addition to original reporting on how João made his mark in the U.S., Matthew is joined by former New Age publicist Lisa Braun Dubbels and Brazilian journalist Mirna Wabi Sabi to discuss the globalization of magic and abuse. Trigger warnings for this episode: rape, sexual assault, fraud, spiritual abuse. 02:17 John of Fraud 1:16:22 Interview w/Lisa Braun Dubbel & Mirna Wabi-Sabi Listen at Conspirituality.net

  • Mirna Wabi-Sabi, Movimento Atreva-se Podcast

    A nossa conversa da semana vai ser com a Mirna Wabi-Sabi @mirnawabisabi Mirna escolheu o livro "Interseccionalidade", de Carla Akotirenee, e foi ele o fio condutor da nossa conversa.

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